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Foto: Agência Brasil
"Quem se mantém neutro diante de situações de opressão, escolhe o lado do opressor". Baseando-se neste princípio, proveniente de pensamento de Desmond Tutu, bispo anglicano da África do Sul, que foi um dos mais influentes opositores do apartados, não há como não se posicionar no atual momento político brasileiro.

Atual situação do pleito, põe em xeque dois projetos de nação. Um, comandado por um ex-militar que defende o armamento civil desenfreado como forma de controlar a violência urbana. Seus ideais pautam-se em um nacionalismo exacerbado, na pregação de uma descrença geral do conhecimento científico e das notícias propagadas na grande mídia. Sua campanha é baseada em propagação de notícias de procedência duvidosa via redes sociais e aplicativos de mensagens e tem como principal defesa a moralidade. É avesso às minorias e defende que elas devem se submeter às maiorias.

O projeto petista, mesmo falhando ao não realizar uma autocrítica necessária e tomar decisões estratégicas vistas como indevidas para o momento, ainda assim busca a manutenção das políticas de desenvolvimento social pautadas na redistribuição de renda que vinham se desenvolvendo no país desde o início do século 21. Sua campanha tem sido vítima do antipetismo crescente, que vem sendo alimentado em diversos setores da sociedade desde o início do governo Dilma Rousseff, em 2011 e das acusações de corrupção que envolvem o partido na Operação Lava-Jato.

Duas candidaturas diametralmente opostas e uma disputa que ultrapassa o campo ideológico.

Temos assistido a crescente escalada da violência a partir desta polarização, que acirrou-se ainda mais no segundo turno. A escalada da violência tem feito vítimas e nos mostra como a nossa sociedade cristã-ocidental perdeu-se em seus propósitos de amar o próximo como a si mesmo e tratar aos outros como gostaria de ser tratado. Atualmente, no Brasil, o "cidadão de bem" se acha no direito de usar da violência e até mesmo matar aqueles que julgam serem "cidadãos de segunda classe", apenas por terem opiniões diferentes dos ideais de Deus, Pátria e Família propagados aos gritos em passeatas com Patos de borracha gigantes e camisas da CBF.

Neste momento, é imperativo que todos marquemos posição, em especial, referente a algo que vem sendo notificado em todo o planeta e apenas no Brasil é visto com descrença.

A ascensão do Neofascismo é uma tendência que está sendo verificada nas sociedades ocidentais. Nomes como Marine Le Pen, Erdogan e Donald Trump, que defendem pautas ultranacionalistas, como a tolerância zero aos imigrantes são expoentes deste tipo de expediente político na atualidade.

A partir disto, o coletivo Caixa de Brita se posiciona contra todo tipo de discriminação contra as minorias étnicas, religiosas e de gênero, contra a violência desenfreada por motivações políticas, contra a ascensão do Nazi-fascismo no país e a favor da democracia. Nos opomos de maneira definitiva ao projeto (ou ausência de) que a candidatura que a chapa militar líder nas eleições brasileiras representam.

Enquanto veículo de comunicação, o Caixa de Brita também se posiciona de maneira contrária a qualquer forma de informação ou propagação sistemática de falsas notícias criadas por má fé, na intenção de impulsionamento de votos para um determinado candidato. Nós, enquanto estudantes de jornalismo, não apoiamos qualquer candidato que faça um desserviço a nossa profissão e nossa área de atuação, que é a do conhecimento e a do compromisso com a verdade, em defesa da democracia.

Queremos um país livre e soberano, no qual seus habitantes possam ser quem desejarem, amar quem quiserem e se posicionar tal e qual sua consciência sobre qualquer temática, sem medo de represálias e atentados à sua vida, desde que atue respeitando os direitos humanos e os princípios do Estado Democrático de Direito.

#elenão
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