Podcasts do Caixa

Foto: Marcelo Aprígio

O ex-presidenciável pelo PSOL, Guilherme Boulos, participou na noite dessa segunda-feira (12) de um ato político com aliados, estudantes e professores na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Entitulado "Amanhã vai ser outro dia", o evento reuniu cerca de 2 mil pessoas, segundo a organização.

Boulos está viajando pelo país e promovendo debates para discutir a forma como os movimentos sociais devem fazer oposição ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). "Bolsonaro foi eleito para presidente, não para ser imperador do Brasil. Nós estamos aqui para mostrar que estaremos unidos defendendo a democracia", disse o psolista.

Ao comentar o resultado das eleições, Boulos, que também é líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), elogiou a região Nordeste por ter votado majoritariamente em Fernando Haddad (PT) no segundo turno das eleições. "O Nordeste deu uam lição de como se vota para o Brasil", afirmou Guilherme Boulos.

Diálogo

Boulos convocou os aliados e simpatizantes presentes no ato a não apenas conversar com que escolheu a candidatura de centro-esquerda nessas eleições, mas de expandir esse diálogo com os eleitores do presidente eleito Jair Bolsonaro. "Nós precisamos estar juntos do povo. Não adianta conversar apenas com os convertidos. Temos que falar com os eleitores de Bolsonaro", afirmou o ex-candidato à Presidência.

O líder do MTST ainda disse que "nem todo mundo que votou nele [Bolsonaro] é fascista. Muita gente votou escolheu ele porque estava desenganada com a política e foram enganadas por Bolsonaro."

Violência nas universidades

Guilherme Boulos considerou inaceitável os casos de violência, perseguições e ameaças vividos recentemente na Univerisidade Federal de Pernambuco (UFPE) e em outras instituições. "Quero demonstrar minha completa solidariedade aos professores e estudantes da UFPE, que sofreram ataques, assédio moral e perseguição por conta de suas posições políticas. Isso é inaceitável.Universidade é lugar de pensamento crítico, da diversidade. É lugar da liberdade", disse.

Bloco de oposição na Câmara

Questionado por jornalistas, o ex-presidenciável explicou que o PSOL na Câmara ainda discute que posição adotará em relação ao bloco de oposição fomado por partidos de centro-esquerda sem a participação do PT. "O PSOL está discutindo qual caminho vai tomar. Nós defendemos que se forme uma frente ampla no Brasil sem hegemonismos e sem exclusão. A pior coisa que pode acontecer é o campo democrático atuar agora pensando em 2022 ou em projetos pessoais", afirmou ele.

Política Traduzida

Não deixe de ouvir o programa especial sobre a passagem de Boulos pela UFPE.

| Designed by Colorlib