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Foto: Reprodução/Google Street View

Com muito alarde, grupos dotados de desinformação fizeram uma celeuma em torno da criação do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco) por parte do Governo de Pernambuco, forçando a interpretação de que o governo estaria extinguindo a  Delegacia de Crimes contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp) no sentido de esvaziar as investigações realizadas pela delegada Patrícia Domingos, então titular da delegacia.

Mal intencionadas estavam as pessoas que criaram a confusão. Ignoraram propositalmente o fato de a medida adotada em Pernambuco está sintonizada com outros estados do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Distrito Federal que fizeram recentemente a modificação e ampliaram os recursos e as condições de trabalho de seus departamentos para reprimir o crime organizado, sobretudo os concernentes à corrupção — que, inclusive, nunca vi acontecer de forma desorganizada.

A elevação de status da Decasp — que deixa de ser delegacia e vira departamento — é uma coisa positiva, pois, assim, o governo investe mais recursos para ampliar a eficácia das investigações e punir os culpados. Nada tem a ver com que vem sendo alardeado pela oposição. Pelo Livres. Por deputados como Daniel Coelho, que historicamente nunca venceu o PSB em eleições.

Se pensarmos desapaixonadamente, veremos o bem que nos reserva no futuro o Draco. Se o estado possui apenas uma delegacia e passa a ter um departamento com mais pessoal, mais recursos, e mais estrutura (mais delegacias), é, sem espaço para dúvidas, claro que o combate à corrupção é uma prioridade no Estado.
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