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Provavelmente você já deve ter ouvido falar alguma vez sobre She-Ra, a irmã gêmea do He-Man. A versão original do desenho data de 1985, mas um reboot foi produzido pela DreamWorks e veiculado pela Netflix em novembro de 2018, com uma repaginação total da estética e um aprofundamento na narrativa.

Adora foi treinada desde cedo para tornar-se capitã da Horda, o maligno império que tenta dominar o planeta de Etheria (Etéria). Entretanto, após entrar em contato com a dura realidade de caos e destruição instaurados pela Horda, Adora toma consciência de seus atos e se junta à aliança rebelde, assumindo a os poderes e identidade de She-Ra por meio de sua espada mágica e lutando ao lado da princesa Cintilante e do Arqueiro.

Cintilante, She-Ra e Arqueiro.
Créditos: DreamWorks / Reprodução
Com traços delicados que lembram muito o trabalho de Rebecca Sugar em Steven Universe (2013), da Cartoon Network, She-Ra (2018) traz consigo um variado elenco, com personagens diversos, destoando da antiga versão, nas quais as personagens tinham praticamente a mesma silhueta — ainda mais se considerarmos que, originalmente, o desenho tinha como mote a venda de brinquedos. Por outro lado, a obra apresenta uma animação bastante simples e até mesmo falha, em alguns momentos, um possível indicativo de um baixo orçamento. Mas a história não perde sua riqueza, nem os personagens sua beleza e diversidade.

She-Ra agora possui traços mais condizentes com seu público-alvo, uma vez que a hipersexualização da personagem ficou no passado. A presença constante de tons pastéis na paleta de cores das cenas contribui para a construção do clima jovial em conjunto com o bom uso das texturas brilhantes e gliterizadas de forma suave nas cenas em que há uso de magia.

Quanto ao design das personagens, destaca-se a Cintilante, que tem um visual andrógino, tomboy, divergindo de forma drástica da personagem sexualizada e genérica dos anos 1980. Outro destaque é o Arqueiro, que agora é um rapaz negro de cabelos crespos e que veste uma camisa cropped com símbolo de coração, uma imagem bastante diferente do ruivo bombadão da versão antiga. Spinerella também é um grande destaque visual, agora ela é uma garota gorda, mas, infelizmente, ela faz poucas aparições no decorrer dos 13 episódios da primeira temporada.



Os vilões também apresentam uma boa construção visual e narrativa. Felina é mais uma a apresentar um visual andrógino. Ao passo que Scorpia lembra bastante a Zarya do Overwatch, uma mulher grande, forte e de instinto protetor.

Em meio a essa riqueza visual, presente em desenhos animados contemporâneos como Steven Universo ou Hilda, também da Netflix, She-Ra apresenta um enredo leve, permitindo que se assista toda a temporada de uma só vez e perca a noção do tempo enquanto mergulha nesse universo fictício. As expectativas para a segunda temporada são altas, ainda há muitas pontas soltas sobre o passado das personagens, suas verdadeiras motivações e não se sabe praticamente nada do vilão principal da série, Hordak.
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