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O ano que está chegando promete algumas novidades na Globo, mas o maior problema da grade da emissora nos últimos anos deve manter seu posto intocável nos inícios de tarde, o Vídeo Show. Perdendo quase que diariamente para o quadro de fofocas Hora da Venenosa e para o Balanço Geral, da RecordTV, o vespertino já passou por diversas remodelações nos últimos anos, mas vê, cada vez mais, seus números caindo.

Sofrendo com a audiência desde os tempos de André Marques e Ana Furtado, que já deixaram o programa há mais de cinco anos, o Vídeo Show já experimentou diversas bancadas e formatos, mas sempre com muita oscilação. Já estiveram à frente do vespertino, nomes como Zeca Camargo, Otaviano Costa e Mônica Iozzi, além de participações de Miguel Falabella, Giovanna Ewbank, Cissa Guimarães, Rafael Cortez e Susana Vieira. Não dá pra dizer que a Globo não dá chances ao programa.

Há menos de duas semanas, o Vídeo Show sofreu mais uma alteração, as ex-BBBs Vivian Amorim e Fernanda Keulla deixaram a atração, que tinham assumido há poucos meses, resultando numa rejeição do público e na queda de audiência. Joaquim Lopes, que havia deixado o programa 10 meses antes para uma novela, retornou à bancada, se juntando a Sophia Abrahão, mas sem nada que mude a situação complicada. A equipe de repórteres quase não tem sobreviventes do primeiro semestre. A fase é tão ruim, que, na edição de ontem, 30 de novembro, foi ao ar um merchan com uma placa escrito "Vídeo Sohw".

(Imagem: Frame/globoplay)

Sempre prevendo mais mudanças no formato e na apresentação do programa, os bastidores da televisão estão constantemente especulando nomes que podem assumir a atração para tentar resgatá-lo de um fim, cada vez mais iminente. O nome mais falado sempre é o de Angélica, que ano passado voltou ao programa para reeditar o Vídeo Game, que apenas durou uma semana. Com a volta de Fábio Porchat à Globo e a possível contratação de Marcos Mion, esses nomes também não devem demorar para serem considerados. O nome da vez, porém, já está no quadro global. De acordo com o portal NaTelinha, a jornalista esportiva Fernanda Gentil está sendo bem vista por muita gente da emissora, e pode fazer sua estreia no entretenimento comandando o Vídeo Show.

Muitos substitutos para o horário também já foram especulados, como programas solo para Angélica ou Patrícia Poeta, mas, por ora, a loira deve continuar na geladeira, enquanto a jornalista continua na apresentação de É de Casa, o que não está tão distante assim da geladeira. Nenhum projeto de substituição do Vídeo Show deve ir à frente em curto prazo por dois principais motivos. Primeiro, a Globo sabe que tem um produto consolidado e, com 35 anos de TV diária, o Vídeo Show é um programa que vale a pena tentar salvar até a última força, mesmo que muita força já tenha sido gasta. Segundo, a emissora considera o vespertino como um produto essencial para a valorização de outras obras da casa, já que é um programa de promoção do conteúdo e do elenco global.

Um precedente negativo, porém, pode estar se abrindo para o programa. Nessa semana, a TV Bahia, afiliada da Globo, parou de transmitir o Bem Estar. Essa é a primeira vez que um programa "obrigatório" da grade global deixa de ser exibido em uma retransmissora local. A mudança permitiu que o jornal local começasse às 11:30, em uma ampliação que deve durar até o fim do horário de verão. Essa atitude é uma resposta aos baixos índices apresentados pela vênus platinada na Bahia, com derrotas diárias na audiência. A especulação é que a próxima vítima seja o Vídeo Show, que abriria espaço para um novo programa local. Esse novo esquema é visto pela Globo como um teste, com resultados positivos, as grades locais podem ter mais espaço e alguns produtos de menor audiência podem sair da grade nacional, ou até serem substituídos.

O cenário - não apenas o físico - para o Vídeo Show não para de mudar, mas uma coisa é certa, a audiência não está agradando. Apesar do nome forte e da promoção dos produtos globais, o vespertino não deve se manter no ar apenas com isso. Para garantir sua sobrevida, a atração precisa apresentar resultados concretos em audiência ou, ao menos, em engajamento. Lembrando que uma eventual queda do Vídeo Show seria o maior baque na consolidada programação diária global desde a saída da TV Globinho.
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