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O novo single do BLACKPINK é bom, mas ainda falta algo. Kill This Love foi produzida por Teddy Park, que trabalha com o grupo desde seu debut com o Square One (2016), mas, a faixa ainda carece de algum elemento que cative os ouvintes desde o começo.



Kill This Love apresenta uma estrutura similar às outras produções do BLACKPINK, abrindo com os raps da Jennie e Lisa e depois os versos melancólicos da Jisoo e Rosé. Inclusive, o primeiro rap das meninas é uma das coisas que me demorou a descer. Parece bagunçado, que não se encaixa na métrica da batida, ainda assim, parece ter sido complicado de pronunciar perfeitamente. O refrão, infelizmente, se limita ao som de metais, sendo um tanto carente das onomatopéias catchy de Boombayah.

O MV (videoclipe) consegue ser mais interessante. De início somos recebidos por uma Jennie de vestido branco que logo o troca por um macaquito preto enquanto versa seu rap em frente a dois cisnes gigantes, um preto e um branco. Uma referência ao Cisne Negro (2011) de Arofonsky que dá o tom do resto do videoclipe, que se resume a uma disputa entre os “eu”. Esse conceito toma mais forma com os versos melancólicos da faixa, enquanto em tela Rosée dirige um carro com a placa “EGO” e atropela a si mesma. Também há uma breve referência à Lara Croft, quando as meninas dançam com roupas similares a da personagem dentro de um templo com uma grande estátua destruída.

Basicamente, é sobre terminar um relacionamento abusivo e para isso é preciso matar o amor que se sente pelo outro. Durante a ponte da música, são invocados símbolos militares, no intuito de chamar para dentro de si a força (e talvez a violência, também) necessária para matar esse amor, num sentido similar ao conceito de Assunção Foma-Deus definido pela Golden Dawn, no qual o magista se investe de muitos ou todos os atributos daquilo que pretende invocar, chegando a enganar seu “eu”.

Kill This Love termina sendo um música okay e com um conceito interessante no videoclipe, mas ainda falta algo para que se torne memorável. Mesmo assim, têm conseguido boas posições nos charts, atingindo #1 em alguns países fora Ásia, incluindo o Brasil e Estados Unidos.
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