Podcasts do Caixa

Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

O Dia Internacional de Combate à LGBTfobia é celebrado nesta sexta-feira (17), em lembrança ao desuso do termo "homossexualismo", substituído por "homossexualidade" que, por sua vez, foi retirada da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) nesta mesma data em 1990.

Por outro lado, a transexualidade deixou as páginas do catálogo somente em junho de 2018. Passa a ser entendida como "incongruência de gênero", alocada no capítulo sobre "condições relacionadas à saúde sexual", em oposição à classificação anterior, situada no capítulo sobre "transtornos de personalidade e comportamento".

Entretanto, os números são aterradores. A cada 20 horas no Brasil, uma pessoa é brutalmente assassinada ou se suicida por causa de sua sexualidade ou identidade de gênero, segundo relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB) de 2018, que registrou 420 mortes neste ano.

Conhecido como o país que mais mata travestis e transexuais, no qual essa população tem uma expectativa de vida de 30 anos de idade, o Brasil é alvo de uma política governamental conservadora. Ainda nos primeiros dias da gestão Bolsonaro, foi assinada a Medida Provisória n°870/2019, que retirou a população LGBT da pasta dos Direitos Humanos.

Homossexualidade e transexualidade não são doença, mas LGBTfobia ainda não é crime. O processo que há decidir isso caminha a passos muito lentos no Supremo Tribunal Federal. Até o momento, 7 dos 11 ministros votaram, 4 deles em favor a entendimento de que a LGBTfobia seja equiparada ao status do crime de racismo.
| Designed by Colorlib